Blog do Amaro

Arriscar e inovar!

Um aprendizado com fotografia para deficientes visuais

acessibilidade_todos_tem_o_direito_de_ir_e_vir_com_total_independendia._quis_mostrar_nesta_foto_o_caminhar_de_um_dv_sobre_o_piso_tatil_617x440Há duas semanas iniciei um projeto voluntário com deficientes visuais (DVs), onde o objetivo é ensiná-los a fotografar o mundo à sua volta utilizando seus outros sentidos (audição, olfato, tato e paladar).

A primeira impressão foi de que isso não funcionaria, afinal a própria palavra fotografia é incoerente com a proposta. Porém, no primeiro encontro do grupo, ouvi o relato da Camila, uma deficiente visual do grupo, que possui duas filhas e adora fotografá-las.

“Adoro tirar fotos das minhas filhas, pois sempre que mostro as fotos para alguém, as pessoas descrevem a fotografia de uma maneira diferente” =O

Esse foi o climax de um insight que sem dúvida quis registrar aqui.

A Camila, assim como muitos outros DVs, forma sua opinião obtendo o ponto de vista de outras pessoas. Isso por um simples fato: necessidade de sobrevivência. A humanidade não evolui se não for por necessidade de sobrevivência.

Para eu e  outras pessoas que enxergam, esse simples fato de ouvir o próximo deveria ser parte do instinto de sobrevivência. Mas nós ignoramos isso (ou fazemos mecanicamente) todos os dias pois enxergamos o mundo a nossa volta e julgamos que ele é verdadeiro. O “óbvio” está em nossa frente.

Outra ferramenta essencial para os DVs é o feedback. Agem de uma maneira espontânea, com base em fatos e são diretos quando algo não vai bem. E para eles não há nada pessoal nisso. Não solicitam ou recebem feedbacks para terem mais amigos mas sim, novamente, por uma questão de sobrevivência. Já nós, deixamos de orientar e pedir orientação ao próximo pois julgamos que ele enxerga o “óbvio” e nós também. =/

Aqui 3 lições simples que aprendi com os deficientes visuais:

  1. Exercitar a empatia, inclusive para saber lidar com eles. Partimos do ponto de vista que eles são mais “frágeis”, segundo nossa percepção, e logo queremos ajudá-los. “Como me coloco no lugar deles para poder auxiliá-los?”
  2. Dar e receber feedbacks de maneira a garantir a “sobrevivência da relação”. “O feedback é para estreitar os laços de confiança, sem confundir amizade”
  3. Buscar opinião de outras pessoas para compor a minha “fotografia mental” dos assuntos e momentos importantes.  “Isso que eu percebo é o mesmo que outros percebem?”

Desafio

Geralmente nós é quem descrevemos nossos registros fotográficos. Já pensou em fazer o mesmo que a Camila e pedir para seus amigos uma descrição sobre as fotos que você fez?  Pode ter boas surpresas.

Mas e aí, eles (DVs) fotografam bem?

Alguns deles fotografam tão bem a ponto de saber utilizar o zoom e foco das câmeras profissionais. O sinal sonoro da câmera antes do disparo (“pip pip”) indica quando o foco está ok e auxilia no momento exato de pressionar o botão de disparo.

Alguns, como a dona Maria José, uma senhora de 65 anos que nunca havia fotografado, ficou maravilhada com a possibilidade de uma câmera digital em suas mãos. Rapidamente aprendeu a ligá-la e tirar fotos. Com auxilio, aprendeu a identificar a altura dos objetos (assunto)  e a disparar com base em sons do ambiente (“uma pessoa está passando aqui”).

No fim, você fotografa para lembrar do momento, do cheiro, da brisa, das risadas das pessoas que estavam com você e não simplesmente para enxergar. No fundo é uma tentativa de despertar, num futuro, as boas lembranças e sensações que você viveu no passado.

Quer ver mais fotos tiradas por deficientes visuais. Veja o Instagram do Tommy Edison: http://instagram.com/blindfilmcritic

P.S.: E tem mais por vir. Após o fim do curso, nós instrutores vamos preparar as fotografias realizadas pelos DVs utilizando outros sentidos. Ou seja, faremos audiodescrição, modelagem com argila, uso de essências, texturas e sabores, de modo a representar o imagem registrada. Isso tudo deve virar uma mostra a ser exposta em Mogi-Mirim, SP. O projeto foi idealizado pelo fotográfo Carlos Almeida em parceria com a Gerência de Deficiência e Mobilidade da Prefeitura Municipal de Mogi-Mirim.

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“Back To The Basics”

22 de abril de 2013 Posted by | Comportamento, Comunicação, Ferramentas | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

As desculpas para não arriscar

Sem dúvidas, meu maior medo ainda é de falhar, seja na vida pessoal ou profissional. Mas sempre que esse medo me ataca tento lembrar do “já estou aqui mesmo, vambora!!”. Arriscar pode te levar mais longe.

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14 de fevereiro de 2013 Posted by | Comportamento, Comunicação, Inovação, Riscos | , , , , , | Deixe um comentário

Como é bom estar no Canadá na hora certa

Ei você que está ai dizendo que a história da Luiza é uma grande besteira. De fato é, porem muitas empresas aproveitaram pra ganhar dinheiro com isso, até a própria Luiza que estava no Canadá! =/

Parece que a exploração banal de memes tem sido o grande trunfo da publicidade atual. E para essa receita de sucesso nada melhor que o acaso. Basta aguardar uma boa rima, um bom cantor sertanejo ou algum vídeo de sucesso do Youtube (vide campanha Itaú “Sem papel”), que as empresas logo agarram a criação e usam como meio de publicidade.

Eu fiquei muito intrigado com a repercussão do assunto da Luiza, afinal não é qualquer agência que consegue criar um “viral” sem querer. As agências de publicidade e marketing dedicam-se anos a fio em busca da campanha perfeita que garanta ao seu cliente o atingimento das massas. Nem sempre ganham a atenção planejada. Daí, do dia pra noite aparece uma campanha sobre um residencial de luxo na Paraíba, onde um pai de família fala que resolveu levar toda a família para o apartamento, menos a Luiza que foi pro Canadá.

Seja de maneira espontânea ou não aquilo foi colocado no roteiro de modo que pudesse reafirmar o “requinte” do local. Tenho uma família de origem nordestina e não nego que a situação das classes sociais por lá é diferente da região sudeste. Ter um filho estudando no Canadá é praticamente uma diferenciação de classe social. Ou seja, a campanha apelou para o “status” de uma familia bem sucedida no Nordeste como forma de atrair a atenção de outras famílias mais “abastadas” para o residencial de luxo.

A Oficina de Propaganda, pequena agência de publicidade de João Pessoa, responsável pela criação,  nunca imaginaria a proporção que seu pequeno comercial ganharia. Alias essa não é uma receita que se repetirá tão facilmente.

Mas fica a pergunta: onde estão as oportundidades? No Canadá? Nãaaao!! =/ Rsrsrss.

As oportunidades estão na quebra da rotina, na fuga do lugar comum, na evidência de características polêmicas. Enfim, estão naquilo tudo que a maioria evita. Afinal, porque arriscar e deixar uma frase tão desconexa num comercial de apartamentos? Vai que…

E enquanto a gente reclamava que a Luiza no Canadá era uma grande besteira, o pai dela fechava um contrato com a Vivo. Esperto ele, que soube agir rapidamente! E No final do vídeo ele ainda faz um apelo.

Vejam:

E se você ainda não viu o comercial que originou tudo isso, veja aqui: Luiza no Canadá

“Back to The Basics”

24 de janeiro de 2012 Posted by | Comunicação, Marketing, Riscos | , , , , | Deixe um comentário

Stay creative!

Vídeo ótimo para acordar nosso lado criativo.

1 de novembro de 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Você é o que você busca! Será?

Há algum tempo sem escrever e sem buscar pontos de vista diferentes do meu, percebi que cair na rotina pode ser a pior das tragédias (pelo menos pra mim é).

Estava contente com os resultados que o Google me exibia, com o meu feed “personalizado” de atualizações do Facebook, meus RSSs do Google Reader e  até mesmo com as notícias de quem eu “escolhi” seguir no Twitter. Mas aí eu assisti o vídeo a seguir, que me inquietou muito e chegou a causar formigamento no meu cérebro =S

Percebi que me transformei num “fantoche de algoritmos” que me direcionam para o que eles “acham” que eu queira ver.

É assim o tempo todo e nós acabamos nos deixando levar pela “maré digital”.

Aí retorno às minhas origens e penso intuitivamente: sempre procurei coisas diferentes, notícias diferentes, experiências que agreguem valor. A tecnologia “percebeu” que quero isso e agora o que ela faz? Me mostra sempre as mesmas coisas “novas”.

Perturbe-se com essa ideia e veja o vídeo a seguir. E como diria meu amigo Daniel Ivasse “as pessoas ainda são o melhor filtro de informação”. Pura verdade!

27 de julho de 2011 Posted by | Comportamento, Comunicação, Riscos | , , , , , | 1 Comentário

Rótulos de confiança

Nesse fim de semana uma colega de trabalho, Patrícia, postou um vídeo curioso em seu Facebook. A proposta desse vídeo é para que você  remova as etiquetas (ou rótulos) que costuma “grudar” nas pessoas logo no primeiro contato. Sim, todos nós fazemos isso!

Muitas vezes as habilidades de um indíviduo são “tachadas” como incomôdas, intrusivas ou despendiosas porém podem ter um outro lado. E para isso é necessário que você evite os “pré-conceitos” e explore um pouco mais tais habilidades. Apesar de ser algo “humano” e também uma maneira de identificarmos alguem em quem confiar, os rótulos que criamos muitas vezes estabelecem barreiras que nos impedem de ir além, de nos aproximarmos mais de determinado indivíduo. No fim, torna-se uma relação de confiança abalada por tais “rótulos”.

O vídeo é focado numa campanha específica sobre distúrbios psquiátricos em crianças, mas se aplica perfeitamente a qualquer um de nós.

“Back To The Basics”

9 de maio de 2011 Posted by | Comportamento, Comunicação | , , , , | Deixe um comentário

Valor informal

Valdir é um pipoqueiro famoso em Curitiba (e também no Youtube). Ele é um exemplo claro de sucesso em sua atividade. Apesar da simplicidade, suas práticas focadas em valor são muito eficazes. Aliadas a um processo bem definido, garantem a fidelidade do cliente e um bom retorno para ele.

Vejam que o Valdir não buscou um modelo de sucesso no mercado, mas sim práticas que agregassem valor ao seu processo, com atenção ao que realmente interessava: o resultado.

Detalhes para o “álcool em gel”, o “kit Higiene” e o informativo sobre o seu processo.

Vejam o vídeo:

“Back To The Basics”

7 de abril de 2011 Posted by | Empreendedorismo, Inovação, Marketing | , , , , , , , | Deixe um comentário

A arte da observação

Você é capaz de aguçar seus sentidos e empenhar-se em uma atividade de observação? Sim, pura e simplesmente observação, não de sua rotina, mas da rotina dos outros! É incrível compreender o que ocorre à sua volta, como você é envolvido, quais são as dinâmicas e comportamentos inerentes à situação, etc.

Ok! Acredito que você já observa diversas situações no seu dia-a-dia. Entretando, gostaria de propor um exercício para você. Almoce sozinho e prepare-se para observar os outros indivíduos. Preste atenção nas conversas (discretamente, claro!), se for possível anote, identifique padrões, reações e comportamentos. Vá a este almoço exclusivamente para contemplar as diversas rotinas. A partir disso, crie um apoio mental na concepção de suas próprias idéias.

A tarefa é simples, mas exige uma pequena dedicação. Quer um ótimo exemplo? Recomendo que leia o post a seguir, um texto curto, elaborado com base em observações.

“Uma aula no supermercado” por André Foresti

No fim, a consciência produtiva, criativa e possivelmente inovadora agradece!😛

“Back To The Basics”

28 de março de 2011 Posted by | Comportamento, Inovação | , , | Deixe um comentário

Da jukebox ao iPod, o que realmente importa?

Você sabe o que é essa máquina da figura aí ao lado? Trata-se de uma Jukebox, um famoso “player” de musica inventado por volta de 1890, mas que ficou muito popular por volta de  1960.  Sucesso nas festas, isso é o que poderíamos chamar de “iPod” da época. Permitia armazenar uma coletânea imensa de LP’s (ou discos de vinil). Segundo os mais antigos, era uma verdadeira maravilha ver o dispositivo em funcionamento.

Acho interessante comparar períodos e necessidades. Hoje, nossa referência em player de músicas é o iPod. Você acha que um dispositivo ao estilo iPod seria bem vindo nos anos 60? Claro que não! Afinal, que graça teria ouvir música sozinho, sem dançar? A jukebox desempenhou um grande papel ao “unir a galera” em festas dançantes. Locais com uma jukebox significava animação na certa!

Um fato desconectado, que li na Folha de São Paulo desse domingo, no caderno Ilustrada, levou-me a outro. A notícia falava da visita do criador da série House aqui ao Brasil. Questionado sobre o segredo do sucesso da série, David Shore diz que escreve o que acha importante para ele e não o que o público acha importante. A ideia é supreender o seu público. Opa! É mais um visionário! Steve Jobs, também utiliza a mesma “premissa” ao dizer que o seu consumidor final não sabe exatamente o quer. Ele também diz que é necessário supreendê-lo e despertar novas necessidades. Ainda segundo Jobs, pesquisas de gosto de consumo revelam apenas aquilo que o público diz conhecer. Não traz muita coisa nova.

Legal, mas porque comecei falando das jukeboxes? Quem conhece a genialidade dessas máquinas, sabe que nos clubes da época era necessário inserir uma moeda, escolher uma música e então ouvi-la. Ou seja era necessário pagar para desfrutar do conteúdo dessas caixas. Nada de espetacular. Era uma máquina que gerava renda. Mas e aí? Se Steve Jobs realmente não leva em conta o que seu público quer, ele sabe muito bem o que ele quer e baseia-se exatamente em modelos muito bem elaborados para desenvolver seus produtos. Apesar de ser algo surpreendente, o iPod junto ao iTunes, nada mais é que uma “personal jukebox” que também gera renda. E hoje vai um pouco além, pois não oferece somente entretenimento musical, mas também e-books, vídeos, conteúdo de revistas digitais, etc.

A ideia desse insight é lembrar que Steve Jobs foi criativo o suficiente para copiar um modelo do tipo “coloque a moeda para ouvir a música” e transformá-lo numa sensação em poucos anos. Ele foi um bom observador (e marketeiro, claro!), sabia muito bem o que queria e como conceberia o seu produto. O restante é a história que todos conhecem. Portanto não se trata do produto mas sim do modelo de negócio que ele traçou ao adequar o passado à realidade vigente. Assim como o iPod no passado poderia não fazer sentido, uma jukebox atualmente poderia ser uma pura nostalgia inútil. Mas tudo é obsevação e marketing. Não é sobre aquilo que o público não sabe o que quer, mas sim sobre aquilo que poucos observam. Afinal a realidade está aí para todos.

Desculpem-me pela (des)conexão de fatos, mas é assim que busco escrever toda semana. Deixo ser levado pelos fatos, assuntos e conexões diversas. E me surpreendo com tudo que aprendo simplesmente observando e tirando conclusões. Pensamentos são assim! E esse é mais um insight!

“Back To The Basics”

21 de março de 2011 Posted by | Inovação, Marketing, Tendencias | , , , , , , , | 1 Comentário

De onde vem as boas ideias

Quem conhece as famosas conferências globais TED (Technology Entertainment and Design) provavelmente vai reconhecer a ilustração do vídeo a seguir, criada a partir de uma apresentação de um popular escritor americano chamado Steven Johnson, em uma dessas conferências TED.

A versão em questão é uma tradução para o português. As ilustrações apoiam muito bem o raciocínio e demonstram de onde vem as boas ideias. Fantástico!

“Back To The Basics”

15 de março de 2011 Posted by | Comunicação, Inovação | , , , , | Deixe um comentário

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